Alguns mitos sobre a energia nuclear.

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O melhor tipo de energia.

A energia nuclear é a mais eficiente e estável fonte que a tecnologia já conseguiu utilizar e eu propriamente acredito que não há outra mais eficiente, pois a própria natureza que possui bilhões de anos de experiência, usa a fusão nuclear nas estrelas para gerar energia, criar átomos e novos sistemas solares, galáxias e até novos universos.

Hoje utilizamos a fissão nuclear de elementos como o Urânio e o Tório, para gerar energia, onde no caso do Urânio, utilizamos a colisão de um Nêutron em um núcleo de átomo de Urânio 235, formando um elemento U236, que é instável e se quebra em algumas possibilidades de átomos, mais dois ou três Nêutrons, mais energia. A principal energia gerada está na frequência da radiação gama (raios gama).

Sou um dos que levanta a bandeira da utilização da energia nuclear para geração, por ser a mais estável, a longo prazo menores custos, gera 25 milhões de vezes mais energia que o petróleo (Isso falando de fissão, pois se o papo for fusão os números aumentam exponencialmente) e possuí uma fácil logística de instalação em nosso país.
Mas, existe um grande mito de que essa usina é extremamente perigosa e essa onda ambientalista que se faz inclusive os loucos do Greenpeace, pois além da patifaria do ABA (aquecimento BOBAL antropogênico), existe a falta de informações e principalmente a total falta de conhecimento sobre FÍSICA, pois normalmente quem não escolhe o caminho de cursar Física ou Engenharia Nuclear, passa totalmente despercebido pela matéria, além do que, o currículo do ensino méRdio em Física é péssimo, muito defasado (Conceitos do início do séc 20 e muito mal e porcamente abordado), professores que na licenciatura não possuem uma base de nuclear aceitável e cá entre nós, qual a porcentagem de pessoas que se formaram no ensino médio, com uma média superior a 7 em Física? Qual é a porcentagem que se formou no ensino médio e ainda lembra algo sobre Física se não usa? É por essas e outras que se acredita no ABA e quanto mais em um assunto complexo como nuclear.
Tentarei ser o mais simples possível.

O primeiro erro está na diferença entre irradiação e contaminação! Isso mesmo! Nas notícias dadas pela imprensa, diz que houve acidente com um material radioativo e a primeira coisa de que se é notícia é “área está contaminada”, “durante 500 anos não haverá vida naquela região!”, “a zona do desastre não poderá ser habitada por 330 anos.” , “pessoas deixam suas vidas para trás” etc. Então vamos entender primeiro.

O que ocorre com em um acidente com um material radioativo?

Só duas coisas podem acontecer, ou o material irá irradiar ou irá contaminar, que são duas coisas totalmente diferentes!

No caso da IRRADIAÇÃO:
O combustível usado nas usinas, pelo menos do Brasil, é o óxido de urânio (UO2), utilizando urânio enriquecido de 10 a 25% normalmente, isso quer dizer que usina nuclear não é bomba nuclear (enriquecimento acima de 90%) e não irá ter explosão nuclear. O combustível é armazenado em varetas, onde se bombardeia o U235 (Urânio radioativo) com um nêutron, formando um átomo instável de U236 e que se quebra em dois menores (Não existe uma configuração básica para essa quebra), liberando de 2 a 3 nêutrons, mais alguns tipos de radiação, mas a principal está na frequência da radiação gama, que é uma radiação ionizante de alta energia e de natureza fotônica e eletromagnética.

Assim, como sabemos, a radiação gama é extremamente perigosa, já que a sua natureza ionizante pode arrancar elétrons das moléculas e excitar núcleos atômicos e podendo até romper moléculas, assim, se essa modificação ocorrer em uma célula, pode provocar alteração que evoluam para câncer, desativação das funções da célula e mutações genéticas.

Mas, como a radiação gama, apesar de ser extremamente energética, ela não está sujeita a diferenciações nas leis da Física, assim, tomemos por exemplo uma lâmpada acesa, a medida que se afastamos dela, a sua intensidade vai diminuindo, diminuindo até que vire um pontinho e até que não se veja mais. Ela obedece a equação abaixo:

I = I(1m) / d²

Onde I é a intensidade de energia da onda a qualquer distância, I(1m) é a intensidade de energia a um metro e d é a distância da fonte emissora.

Assim, se dobrarmos a distância da fonte emissora de uma onda eletromagnética, sua intensidade é quatro vezes menor, se triplicarmos essa distância, sua intensidade é nove vezes menor e assim por diante. Ou seja, se isso vale para uma onda de luz, vale também para a radiação gama, pois se tratam de ondas de mesma natureza!

Assim, o correto é, quando há vazamento de radiação, mas não de material radioativo, coloca-se uma área de segurança entre o ponto de vazamento, até que a radiação seja segura e caia aos níveis próximos aos naturais, chamada radiação de fundo e assim, essa área de segurança é para não sofrer os efeitos radioativos da exposição a radiação ionizante.

Outro mito é que a exposição a radiação é que a pessoa irá sair contaminando a todos os que tocam, quase como aqueles filmes em que a pessoa fica com um brilho verde! A verdade é alguma pessoa já saiu contaminando alguém após ser exposto ao raio x? Claro que não! Pois chamar de raio é mais bonitinho do que chamar de radiação x (parece coisa de X-Men), mas uma pessoa já contaminou alguém depois de exposição a luz solar visível? Claro que não!

Então, como podemos contaminar alguém se a radiação gama possuí a mesma natureza do raio x e da luz solar no espectro visível? Simplesmente não se pode! NÃO SE ARMAZENA RADIAÇÃO, ou se sofre o efeito ou não!

Caso se afaste ou se projeta da exposição acabou o problema e não se vira um homem radioativo. A diferença entre luz visível, raio x e raio gama (radiação gama) é somente a frequência, no que implica em seu comprimento de onda e sua energia, mas TODAS seguem as mesmas leis.

Outra mentira são as nuvens radioativas! Se a intensidade diminuí com o quadrado da distância, será que um vazamento no Japão atinge a Europa e os EUA? CLARO QUE NÃO! Não existe isso de nuvem radioativa!

Contaminação:
Só se ocorre contaminação quando o material radioativo fica exposto no meio ambiente, ou seja, quando há vazamento do material radioativo e não da radiação. Nesse caso, aí sim quem foi contaminado, levam consigo parte do material radioativo e aí sim deve deixar o material contaminado para ser contido e a pessoa ou o material sofrer a descontaminação, totalmente diferente da irradiação.

 

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