Porque não temos vulcões em atividade no Brasil?

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Eu sou contra o termo extinto, para vulcões, pois a qualquer momento eles podem “limpar sua garganta” e “cantar”, Poços de Caldas é um bom exemplo disso.

Parte dos vulcões se origina na fase líquida subcrustal (descontinuidade de Moho).
São os que estão próximos a grande falhas, como os da beira do Pacífico.
Possuem a tal “assinatura andesítica”, com mais sílica.

Outro grupo, originário em “plumas mantélicas”, tem “assinatura toleítica”, com menos sílica.
Surgem no meio do nada, como Hawaii, as Samoa ou Fernando de Noronha.
Elas pipocam na crosta em sequência.
Mas se as ilhas do Hawaii “provam” que a “placa do Pacífico” se move em direção ao Japão, as ilhas Samoa, na mesma placa, provam o inverso.
Então, se as “placas” não estão se movendo, são as plumas que pipocam em sequência.

Comprova-se sismologicamente, fisicamente e matematicamente que os continentes não poderiam ser empurrados.
Os pontos de apoio seriam destruídos antes que o continente se movesse.
Tente empurrar um copo de vidro com um guardanapo de papel.
O guardanapo se enruga o o copo não se move.
Entretanto, se você coloca o copo sobre o guardanapo, você pode puxá-lo por toda a mesa.

O núcleo gira e, de repente, uma bolha de “líquido” sai do núcleo.
Ela se espreme e sobe pelo manto, em forma de pluma, em direção a superfície.
Forma uma câmara subcrustal, rompe a crosta, surge um vulcão no Hawaii.
O núcleo segue girando e solta outra bolha, em sequência.
E ela fará surgir outra ilha, sucessivamente.
Quando o núcleo muda de direção, a sequência de ilhas aparece em outra direção.

No Brasil, não estamos perto de falhas, então não temos os vulcões do primeiro grupo.
Atualmente (na Era atual) não temos uma pluma eclodindo por aqui.
Mas já tivemos.
Uma sequência que começou em Goiás, passou pelo Espírito Santo (Santa Angélica) e formou Abrolhos.
Ou seja, nada impede de no futuro, termos uma atividade vulcânica.

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A natureza não são flores lindas para nos servir, mas nós temos que aprender a sobreviver as condições que elas nos submete.

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