Ciclos solares e nuvens e as suas influências no clima global.

Caros leitores,

O CO2 segue a temperatura em todas as escalas de tempo mensuráveis, como aproximadamente a integral da temperatura,

Δ CO2 = α ∫ dt ΔT.

O intervalo de tempo dos dados de Vostok, são de 200 a 800 anos. Se você tiver algum conhecimento em Química, você se lembrará da Lei de Henry: C = kP gás. (CO2 na água é 1,67 × 108 Pa a 298K ou 25°C).

A Lei de Henry (lei da solubilidade), diz que com o aumento da temperatura diminui-se a solubilidade dos gases em líquidos e com isso, em um planeta mais quente, a solubilidade do CO2 nos oceanos diminui e assim os oceanos tendem a expelir mais gases e não absorver assim mais CO2 da atmosfera, com isso já fica refutado que o aumento das emissões antropogênicas provocaria a acidificação dos oceanos, pois ou “acidifica” ou aquece, as duas mentiras não dá. Escolham uma.

O próprio IPCC disse em sua publicação TAR3, sobre o incremento de CO2 na atmosfera provocado pela solubilidade.

TAR3 – IPCC

Os oceanos são a maior reserva de calor superficial do planeta e pelas propriedades Físicas da água, a resposta a qualquer alteração de energia é lenta, podendo levar de uma década a um século essa resposta “imediata” dos oceanos, assim segundo a própria publicação do IPCC que prevê um aumento na concentração de CO2 com o aumento da temperatura, já seria previsto que isso iria ocorrer hoje em dia, pois houve um aumento real de temperatura do planeta no final da década de 1970 e início da década de 1980, ou seja, esse aumento na concentração de CO2 atualmente observado, não seria somente de contribuição antropogênica, pois a contribuição antropogênica seria apenas uma pequena parte dessa elevação, sendo os oceanos os principais responsáveis pela elevação na concentração, como resposta ao aumento de temperaturas experimentados nas décadas citadas acima ou ainda na década de 1940.

Mas se o CO2 não é o responsável por essa elevação de temperaturas, o que ocorreu?

Foi observado que no mesmo período final da década 1970 e início da década de 1980, houve um decréscimo da nebulosidade planetária (cobertura de nuvens), assim se acarretou uma diminuição do albedo (reflexividade) planetário, expondo a superfície a uma maior incidência solar.

No gráfico acima, mostra a variação temporal da cobertura de nuvens global (Fonte de dados: ISCCP), podemos observar que houve um decréscimo da ordem de 5% na cobertura de nuvens, parece pouco, mas não é.

Segundo o Prof Molion:

“Considerando uma cobertura de nuvens inicial de 69% e o fluxo refletido variando linearmente com a cobertura total, uma simples “regra de 3” levaria a um aumento de aproximadamente 4 W/m2 do fluxo de radiação solar absorvido pelo planeta em 1999/2000.”

Esse aumento apontando na entrada da radiação solar, já seria responsável pelo aumento nas temperaturas registradas. No gráfico abaixo (Dados MSU – Spencer 2017) fica bem evidente isso.

Mas o que causou o decréscimo da cobertura de nuvens?

A resposta é simples! O Sol!

Mas como o Sol influencia a cobertura de nuvens global?

O nosso Sol possui um campo eletromagnético no qual desvia grande parte dos raios cósmicos galácticos, assim impedindo que uma quantidade enorme de raios cósmicos galácticos cheguem a Terra. Durante os períodos de maior atividade solar o campo eletromagnético solar apresenta uma maior intensidade desviando assim mais raios cósmicos galácticos, mas quando a atividade está mais reduzida acontece o contrário, pois com o enfraquecimento do campo eletromagnético solar mais raios cósmicos galácticos penetraram no meio inter solar e consequentemente mais raios cósmicos galácticos chegaram a Terra. Atualmente no final do ciclo 24, o Sol encontra-se em um ciclo de mínimo solar.

Com mais raios cósmicos galácticos chegando a Terra, eles vão colidir com a atmosfera e assim irão formar mais núcleos de condenação para a formação de nuvens, ou seja, ciclo de máximo solar há uma diminuição da cobertura de nuvens e ciclo de mínimo solar, há um aumento da cobertura de nuvens.

Os ciclo de máximo e de mínimo solar, são medidos também pela quantidade de manchas solares e pelos dias sem manchas solares. O gráfico abaixo mostra os últimos 400 anos de manchas solares.

Reparem no gráfico abaixo, que mostra a a irradiância solar e compare com o gráfico acima. Mostra uma clara relação entre os ciclos de máximo e de mínimo solares com a irradiância sobre a superfície do planeta e um dos fatores que diminui a irradiância sobre a superfície, são as nuvens.

Conclusão:

Fica clara que a relação entre o aumento das temperaturas registradas nos últimos anos, tem relação com a cobertura de nuvens global, que tem relação com os ciclos solares, evidenciando mais uma vez que quem manda no clima da Terra é o Sol e não o CO2 que é um dos gases da vida.

O gráfico acima mostra o aumento da temperatura.

O gráfico acima mostra o a cobertura de nuvens global em declínio.

Cobertura de nuvens menor, maior a radiância na superfície do planeta, maior temperatura.

Como podem observar, não há nada de antropogênico nisso.

Espero que tenham gostado.

Forte abraço a todos.

Veja também…

2015, 2016 e 2017 foram os anos mais quentes da História?

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Por que aparecem bolhas dentro de um copo com água?

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El Niño e La Niña – Origens e implicações climáticas – Com Prof Luiz Molion

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A regeneração da Amazônia.

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Prof Molion desmente risco de desertificação da Amazônia!

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