Gigantesco “buraco coronal” na superfície solar: Tempestade Geomagnética!

Um grande buraco na atmosfera do Sol está se voltando para a Terra, e está lançando uma corrente de vento solar em direção ao nosso planeta.
O Solar Dynamics Observatory da NASA fotografou a estrutura no dia 7 de novembro de 2018.
Este é um “buraco coronal”, um lugar onde o campo magnético do Sol se abre e permite que o vento solar escape, ele parece escuro porque o plasma incandescente normalmente contido está é ejetado na forma de vento solar, diminuindo a temperatura local da atmosfera solar.
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Não é observado a olho nu, pois assim não tentem que pode ser perigoso!
Neste caso, esse vento solar a caminho da Terra provocado por esse buraco colossal, está previsto para chegar ao planeta no dia 10 de novembro de 2018.
Uma corrente similar de vento solar atingiu o campo magnético da Terra há apenas alguns dias, provocando tempestades geomagnéticas de classe G1 (Kp = 5) e G2 (Kp = 6), junto com auroras em vários estados dos EUA mais ao norte. Um desempenho repetido está prestes a acontecer.
Tempestade geomagnética ou tempestade solar são perturbações temporárias na magnetosfera da Terra, parte da nossa atmosfera que nos protege desviando parte das partículas carregadas de alta energia vidas do Sol ou extra solares, causado por um aumento da intensidade do vento solar, na qual aumenta a quantidade e a velocidade das partículas, provocando um aumento na pressão que exerce sobre a magnetosfera, podendo ser causado também por uma “nuvem” magnética que interage com o campo magnético da Terra.
O aumento da pressão do vento solar inicialmente comprime a magnetosfera. O campo magnético do vento solar então interage com o campo magnético da Terra e transfere um aumento de energia na magnetosfera. Ambas as interações causam um aumento na circulação de plasma através da magnetosfera, que é impulsionado pelo aumento de campos elétricos no interior da magnetosfera e provoca um aumento da corrente eléctrica na ionosfera e magnetosfera.

Reparem a evolução do buraco coronal de 31 de outubro até 7 de novembro.

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31 de outubro de 2018
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7 de novembro 2018

Enquanto tiver esse “monstro” na superfície solar, será bem difícil a formação de manchas solares.

Quanto maior for o buraco coronal, menor será a atividade solar e mais rápidos serão os ventos solares. Nessa situação, teremos um aumento na nebulosidade planetária, além da diminuição da atividade. Um “monstro” desses pode durar por meses!

Será sentido um aumento na quantidade e intensidade de auroras. A explicação para o fenômeno pode ser visto no vídeo abaixo.

https://youtu.be/neL4Uhd3whg

Como já venho falando, o ciclo de manchas solares, é apenas um indicador de que a atividade solar está decaindo, pois além do número de dias sem manchas solares, que em 2018 já são 186 dias, temos o número total de manchas, além dos buracos coronais que são mais frequentes e maiores em uma baixa no ciclo solar.

O ciclo de manchas solares, pode ser visto aqui no vídeo abaixo.

https://youtu.be/wzR06T5AJ98

Se tudo continuar como está, além de outros ciclos astrofísicos combinados, estamos caminhando para um período de grande baixa da atividade solar, e isso pode acarretar nas próximas décadas uma queda nas temperaturas médias globais e esse ciclo como vem se apresentando, pode acontecer algo parecido com o mínimo de Dalton, um período no século 19 que foi bastante frio.

Consequências dos ventos solares:

Nos Satélites artificiais, a radiação de uma tempestade geomagnética afeta os equipamentos eletrônicos dos satélites, prejudicando as comunicações.

Na camada chamada ionosfera, que está entre 50 km e 500 km de altitude, o gás rarefeito da atmosfera terrestre é ionizado pela radiação solar. Na ionosfera as ondas de rádio são refletidas, principalmente as chamadas “ondas curtas”, e podem circular ao redor da Terra, mesmo sem a ajuda de satélites, assim quando há tempestades solar, a comunicação por “ondas curtas” de rádio, fica prejudicada e em tempos de ciclo solar mais baixo, os radio amadores, podem experimentar dificuldades em utilizar a sua rede de comunicação.

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