MÊS DE JUNHO MAIS FRIO DOS ÚLTIMOS 22 ANOS!

O mês de junho de 2022, foi o mês de junho mais frio dos últimos 22 anos nos trópicos!

A anomalia de temperatura troposférica inferior média global para junho de 2022 foi de +0,06 ºC, abaixo (novamente) do valor de maio de 2022 de +0,17 ºC.

temperatura média global – satélite UAH

A anomalia tropical (20N-20S) para junho foi de -0,36 ºC, que é a anomalia mensal mais fria em mais de 10 anos, o junho mais frio em 22 anos e o 9 de junho mais fria no registro de satélite de 44 anos.

Muito provavelmente, o La Niña plurianual que persiste durante o verão boreal e o inverno austral, seja um dos motivos para esse fenômeno ocorrer.

As temperaturas no meio do Atlântico estão agora -0,2 ºC abaixo da média dos últimos 30 anos. Isso pode indicar o fim da fase quente de 30 anos do Atlântico.

A tendência de aquecimento linear da baixa troposfera desde janeiro de 1979 ainda é de +0,13 ªC/década (+0,11 ºC/década sobre a média global dos oceanos e +0,18 ºC/década sobre a média global dos continentes).

A tendência de resfriamento linear da baixa estratosfera desde janeiro de 1979 é de -0,27 ªC/década (-0,26 ºC/década sobre a média global dos oceanos e -0,26 ºC/década sobre a média global dos continentes).

Mais uma vez se mantém a correlação negativa entre a troposfera (camada da atmosfera mais baixa) e a estratosfera (camada logo acima), ou seja, a correlação negativa quer dizer que quando uma aquece a outra resfria.

Quem resfria primeiro?

A primeira camada a dar sinais a longo prazo, é a estratosfera, que o seu aquecimento dependo do nosso Sol e a emissão de radiação UV (ultravioleta), pois é nessa camada que a radiação UVC, que é a mais energética e nociva é totalmente extinta e parte da UV B é extinta também e essa extinção dessas radiações, promovem um aquecimento radiativo na camada.

Durante os períodos de mínimo solar prolongado, a emissão de UV solar é menor, influencianto totalmente na temperatura da estratosfera.

Muitos eventos extremos na troposfera, são influenciados pela estratosfera mais fria, além da correlação linear das temperaturas, mas uma correlação não “mata toda a xarada” climática, já que o tempo meteorológico é um sitema altamente dinâmico e caótico com inúmeras variáveis que não a controlamos, assim determinar um único fator como o grande culpado pela atual variabilidade climática e nos eventos extremos, é no mínimo uma temeridade, pois além dos fatores que não controlamos, os dados mais confiáveis que são os de satélites, possuem pouco mais de 40 anos e isso em termos climáticos não é nada, já que somente a circulação da estratosfera pode variar de semanas a décadas, a oscilação decadal do pacífico varia de 20 a 30 anos, a oscilação multidecadal do atlântico (em verificação) de 5 a 8 décadas (seria uma forte variabilidade climática e ainda se apresenta incerta), ciclos solares como o do baricentro de 179 anos, ciclo solar de Gleissberg de 90 a 115 anos dentre muitos outros.

Ou seja, ainda se carece de muita observação e dados para se confirmar alguma hipótese!

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